quarta-feira, 30 de junho de 2010


Algumas de nós

Deixam que todas as suas histórias se dissolvam, além de tempo e lugar,

porque sabem que nenhuma história importa ou existe, e só o Agora vive

Algumas de nós

Riem, e a terra treme

Choram, e a Terra floresce

Abrem os braços e frutificam a si mesmas e a todos como a Mãe Terra de que somos parte

Algumas de nós

Sabem que uma mulher maior as habita

E têm tudo, sem possuir seja o que fôr, por serem na dimensão plena do nada

Algumas de nós

Vivem de mãos abertas e de coração nas mãos, e os seus olhos são já o firmamento

Algumas de nós

sabem claramente sem duvida alguma

Que TODAS nós trazemos no ventre

a memória da criação, desde sempre e até sempre

Pois Todas nós somos a Deusa Eterna e Indomável


IRIS

domingo, 27 de junho de 2010


Que si, que soy pájaro en el alto cielo, Y soy pece adentro el mar! Que si, que
en lugar de corazón trago el fuego del Sol, y mis ojos son Llunas llenas en noches negras,
y mi voz tiene viento e eternidad! Que si, que mi poder no me dá miedo,
sinó mi miedo me dá poder porque simplesmente...soy lo que soy...sea lo que sea.»

segunda-feira, 7 de junho de 2010


É importante que compreendamos claramente as mudanças físico-biológicas que nos sucedem durante o ciclo assim como também o que ocorre no nosso interior para poder relacionar tudo isto com as fases lunares e os arquétipos que cada uma delas representa.

Características físico-biológicas do ciclo feminino
É importante que recordemos aqui as características físico-biológicas do ciclo que ocorre cada mês no nosso corpo. Devemos aprender a diferenciar claramente as quatro etapas dentro do ciclo menstrual: pre-ovulatória, ovulatória, pre-menstrual, e menstrual.

Nos nossos ovários encontramos grupos de células denominadas folículos, nas quais encontramos ovos imaturos conhecidos como óvulos. Nesta fase pre-ovulatória quando um dos folículos amadurece, gera uma hormona chamada estrogénio que estimula a parede uterina e as mamas.
Por volta dos dias 14 e 16 do ciclo dá-se a ovulação: o folículo abre-se e liberta o óvulo.
O folículo, depois da ovulação, transforma-se no corpo lúteo produzindo progesterona, que se encarrega de preparar a parede uterina para a fertilização. Se a fecundação não acontece, o corpo lúteo degenera gardualmente, encontrando-nos assim na fase pre-menstrual.
Finalmente, o tecido que cobre interiormente o útero começa a desintegrar-se iniciando-se assim o fluxo menstrual.

O ciclo da lua: as suas fases
Actualmente sabemos que a lua influencia tanto no crescimento das plantas como no estado de saúde. Quando chega a lua cheia o organismo humano comporta-se como um pequeno oceano, uma vez que 70 a 80% do mesmo é composto por água (e nas mulheres ainda mais) dando origem a uma sucessão de marés nocturnas e diurnas no nosso corpo.
É por isto que os ciclos femininos se relacionam intimamente com os ciclos lunares, dando-se mudanças não só no corpo da mulher mas também na sua consciência.
O período do ciclo lunar tem uma duração de vinte e nove dias, 12 horas e 44 minutos.
Durante a fase da lua nova a cara luminosa do nosso satélite mantém-se oculta para nós e não podemos vê-la a partir da terra. Depois de uns dias começa a deixar-se ver e manifesta-se-nos como lua crescente. Dia a dia vai aumentando gradualmente o seu tamanho até se converter em lua cheia. Logo após começa a diminuir a sua luz gradualmente, até à fase de lua minguante.
Miranda Gray no seu livro Luna Roja, diz-nos que a maioria das mulheres mantém uma estreita relação com o ciclo lunar que se manifesta muitas vezes de duas maneiras: ou as nossas menstruações coincidem com a fase da lua cheia ou com a fase da lua nova.
Germana

segunda-feira, 31 de maio de 2010


Quero propor-te que ao longo de cada mês lunar faças um registo das tuas luas e a energia que elas reflectem na tua vida quotidiana...
Para isso podes utilizar um caderno onde poderás registar dia a dia os seguintes dados:

- Dia do mês em que te encontras. É conveniente que o dia em que começas a menstruar seja o número um. Se não sabes em que dia do período te encontras não o especifiques e continua completando os outros ítems.

- Fase lunar. Podes utilizar um pequeno símbolo para representar se se trata da lua crescente, cheia, minguante ou nova.

- Emoções. Identifica e anota as emoções e sentimentos que sentes durante o dia: alegria, tristeza, retraída, sociável, eufórica, falta de apetite, irritação, calma...
Observa como se manifesta a tua sexualidade? Sentes-te sensual, erótica, agressiva, espiritual, vazia, letárgica, selvagem, afectuosa, apática?

- Sonhos. Regista-os, anota tudo o que recordas deles: dados básicos, palavras chaves, imagens vivas que te venham à mente quando acordares. Para não te esqueceres tem à mão um caderno e escreve sobre tudo isto, ao acordar.

- Manifestações físicas ou corporais. Toma nota de incómodos, dores, sensações relacionadas com o corpo diariamente (por exemplo, aumento de apetite, cansaço, retenção de líquidos, maior necessidade de dormir).

“... se a mulher realmente tomar consciência de que a sua vida menstrual é uma expressão de um ser de natureza cíclica, começará a ver que faz parte dos grandes ritmos do universo, aceitará ainda mais a sua verdadeira condição e conseguirá trazer harmonia à sua vida.”

Miranda Gray “Luna Roja. Los dones del ciclo menstrual”.

Conectando-me com a minha natureza cíclica

Convido-te a que diariamente saias ao ar livre e contemples a lua em cada uma das suas fases. Podes observar e desfrutar como ela muda aos nossos olhos, como se nos mostra com as suas diferentes caras.
Ela é um reflexo do cíclico, do que muda, do que vai e vem, do que uma e outra vez desaparece para voltar a nascer.
Se poderes permanece um pouco sob a sua luz, sente como te afecta em cada uma das suas fases, envolve-te, acompanha as suas etapas: o estar cheia, minguante, a sua obscuridade e o voltar a crescer.
Conecta-te com a energia que irradia, imagina como se manifesta em ti, como o seu movimento move as tuas emoções, os teus desejos, os teus sonhos.
Podes ouvir música, deixar que a Rainha Lua mova as tuas marés, dançar junto a ela, fluir com os seus vaivéns...
Impregnada desta energia lunar que gira e te envolve, escreve...
Deixa que as tuas emoções fluam cíclicas como o tempo lunar.
Não as aprisiones numa linha rígida, permite que se tornem redondas, círculos, mandalas.
Permite que a tua mão seja guiada pelo pendular fluxo e refluxo das tuas energias mais profundas.
Escreve para encontrares a Senhora dos teus Ciclos, a Rainha das tuas marés.


quinta-feira, 27 de maio de 2010


Somos mulheres de ciclos lunares

É importante para cada uma de nós compreender e vivenciar plenamente a nossa natureza cíclica.
Desde que começamos a sangrar pela 1ª. vez, todos os meses se repete no nosso corpo uma bela cerimónia de entrega e gestação, de dar e tornar a criar, de morrer e renascer, de descer até à escuridão profunda para logo voltar a brilhar desde o centro do nosso ser, o nosso útero, onde se aloja a força vital do feminino.
Em cada ciclo menstrual atravessamos estes vaivéns, estas marés que mexem não apenas com o nosso corpo físico mas também com a nossa energia, nossas emoções, nosso espirito...
Como mulheres mutáveis temos a possibilidade de nos transformar em cada período menstrual, de mudar tudo o que necessitamos alterar, de criar novos sonhos e projectos, de voltar a dar-nos a oportunidade de mudança e nascer-mos novas, distintas, renovadas...

É aqui onde se encontra o verdadeiro poder do feminino; no dom de viver no nosso próprio corpo a mudança, a transformação permanente, o fluir com tudo o que É, com tudo o que Existe.
Ao longo da nossa vida passaremos também por diversas etapas do nosso ser feminino.
Portais distintos abrir-se-ão convidando-nos ao desconhecido, ao misterioso: a menarca, nosso início no sangramento mensal, a iniciação na vida sexual e no prazer, a gestação em todas as suas expressões (biológica, espiritual, criativa), o parir (filhos, ideias, projectos, sonhos), a menopausa e a chegada da Anciã Sábia...

A mudança sempre presente, ondulando as nossas vidas, empurrando-nos uma e outra vez a largar, a soltar, a não nos apegarmos, a descobrir o novo que está mais adiante...
Se estamos conscientes de isto podemos conceber a nossa natureza feminina, cíclica, que muda permanentemente, como um jogo sagrado que nunca para: um Universo que se cria a si mesmo eternamente e nos devolve para o nosso papel de co-creadoras da Realidade.
Por isso, desconhecer ou negar este poder de mudança, ignorá-lo ou reprimi-lo, não só nos priva de aproveitar esta bendita força feminina, como nos pode fazer adoecer ou parar o nosso processo de crescimento.
Somos mulheres cíclicas, fluindo como peixes no nosso oceano de sangue lunar e sagrado que nos renova uma e outra vez...
Novas crescentes cheias minguantes


Bem Vinda Aos Teus Ciclos
Germana Martin

sexta-feira, 21 de maio de 2010


"O Complexo de Cinderela"

«...a liberdade assusta. Ela apresenta-nos possibilidades para as quais não nos sentimos preparadas: promoções, responsabilidades, oportunidades de viajarmos sózinhas sem homens a conduzirem-nos, oportunidades de fazermos amigos por nossa conta. Todo o tipo de perspectivas rápidamente se abriu às mulheres; juntamente com isso, porém, vieram novas exigências: que cresçamos e paremos de nos esconder sob o manto paternalista daquele que escolhemos para representar o ente "mais forte"; que comecemos a basear as nossas decisões em nossos próprios valores, e não nos de nossos maridos, pais ou professores. A liberdade requer que nos tornemos autênticas e fiéis para connosco. Aqui é que surge a dificuldade. E ela surge repentinamente, quando não basta apenas sermos "uma boa esposa", ou uma "boa filha", ou uma "boa aluna". Pois ao iniciarmos o processo de separar de nós as figuras de autoridade a fim de nos tornarmos autónomas, descobrimos que os valores que julgávamos serem nossos não o são. Pertencem a outrem - a pessoas de um passado vivo e por demais abrangente. Por fim a hora da verdade emerge:
"Realmente, não tenho quaisquer convicções próprias.
Realmente, não sei no que acredito».
Colette Dowling

sábado, 1 de maio de 2010

BELTANE

O dia 01 de Maio marca o início da metade iluminada do ano. Esta é uma festividade dedicada ao Deus Belenos, divindade da Luz e do Fogo. Nesta festividade era coroada a rainha de Maio, acendia-se uma grande fogueira e brincava-se por cima dela para alcançar fertilidade, saúde e boa sorte durante o ano. Beltane, o seu nome representa uma ideia de luz e calor, de rebentos de vegetação que alimentarão o gado. É o momento de maior fertilidade do ano.

sábado, 20 de março de 2010

Eostre
Deusa anglo-saxónica da fertilidade, era (e é ainda) celebrada no Equinócio da Primavera com danças e festejos ao ar livre, no campo. Saudava-se assim a chegada da Primavera, época da fertilidade e ressurgimento da vida por excelência depois do longo Inverno.Os símbolos associados a Eostre são o Ovo, a Lua e o Coelho, seu animal sagrado.
O ovo e a lua, bem como o coelho são formas de dizer a fertilidade em analogia e correlação com a Natureza. É um facto que, mesmo nós mamíferos, devemos a nossa concepção à fecundação do ovo (óvulo) e que os ciclos de fertilidade feminina e da Natureza estão intimamente ligados aos ciclos do Sol e da Lua. Assim, os festejos em honra de Eostre são uma forma de dar as boas-vindas ao Sol que, por este época, se sobrepõe à noite, despertando a Natureza para esta fantástica explosão de vida.
A Lua, ovo universal, liga-se ao óvulo feminino e ao ciclo menstrual, bem como à própria evolução fecunda da vida e da Terra, sempre em eterno movimento e alternância cíclica: desde a jovem virgem - a que ainda não foi mãe; passando pela forma adulta - a mãe que concebe e faz nascer, terminando na anciã e sábia, para voltar de novo ao princípio. Sobre os coelhos, a sua simbologia associa-se à fertilidade, e deve-se fortemente ao facto de serem animais que criam as suas generosas ninhadas em tocas (no interior da terra). Ilustra-se assim o renascimento da vida a partir de um estado embrionário, de recolhimento, a qual emerge do subsolo, numa afirmação de vitória sobre a escuridão do Inverno.


21 de Março
Equinócio da Primavera
Sente-me agora como Mãe do Fogo.
Eu sou o calor da Primavera.
A minha luz traz o crescimento abundante.
E suporto esta época de balanço,
quando a noite e o dia são iguais.
Pára um momento aqui
e então avança comigo até
à luz dos Meus raios dourados.
Sente a Minha presença.
Eu sou paixão
e força.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Agradezco ser un animal, porque los hombres han puesto en peligro la supervivencia del planeta.
Agradezco ser hembra, porque el hombre no es el centro del universo, sino apenas un eslabón más en la cadena de la vida.
Agradezco que me digan que soy irracional, porque la razón ha conducido a los peores actos de barbarie.
Agradezco no haber inventado la tecnología, porque la tecnología ha envenenado el agua y el ozono.
Agradezco que me hayan colocado más cerca de la naturaleza, porque nunca estaré sola.
Agradezco que me hayan confinado al hogar y a la familia, porque puedo hacer de toda la Tierra mi hogar y mi familia.
Estoy feliz de que me llamen ama de casa, porque puedo apoderarme de la mía. Estoy feliz de no ser competitiva, porque entonces seré solidaria.
Estoy feliz de ser el reposo del guerrero, porque puedo cortarle el pelo mientras duerme.
Estoy feliz de que me hayan excluido del campo de batalla, porque la muerte no me es indiferente.
Estoy feliz de haber sido excluida del poder porque lejos del poder me alejo de la ambición y la codicia.
Estoy feliz de que me hayan excluido del arte y la ciencia, porque los puedo inventar de nuevo.
Me agrada saber que mi cerebro es más pequeño que el cerebro del hombre, porque entonces mi cerebro cabe en todas partes.
Me agrada que me digan que carezco de lógica, porque entonces puedo crear una lógica menos fría y más vital.
Me agrada que me digan que soy vanidosa, porque puedo mirarme al espejo sin sentirme culpable.
Me agrada que me digan que soy emocional, porque puedo llorar y reír a gusto.
Me agrada que me digan que soy histérica, porque entonces puedo lanzar los platos a la cabeza de quien intenta hacerme daño.
Me gusta que me llamen bruja, porque entonces puedo cambiar la dirección de los vientos a mi favor.
Me gusta que me llamen demonio, porque puedo quemar el lecho donde me abusan.
Me gusta que me llamen puta, porque entonces puedo hacer el amor con quien me dé la gana.
Me gusta que me digan débil, porque me recuerdan que la unión hace la fuerza.
Me gusta que me digan chismosa, porque nada de lo humano me será ajeno.
Pero lo que más agradezco, lo que más me agrada, lo que más me gusta y lo que me hace más feliz, es que me digan loca, porque entonces ninguna libertad me será negada.
Una y mil veces me quemó la Inquisición y aprendí a nacer de las cenizas. Me encerraron en un harén y encerrada no dejé de reír. Me pusieron un cinturón de castidad y adquirí las artes de un cerrajero. Cargué fardos de leña y me hice fuerte.Me pusieron velos en la cara y aprendí a mirar sin ser vista. Me despertaron los niños a medianoche y aprendí a mantenerme en vigilia. No me enviaron a la Universidad y aprendí a pensar por mi cuenta. Transporté cántaros de agua y supe mantener el equilibrio. Me extirparon el clítoris y aprendí a gozar con todo el cuerpo. Pasé días bordando y tejiendo y mis manos aprendieron a ser mas exactas que las de un cirujano. Segué trigo y coseché maíz, pero me quitaron la comida y con hambre aprendí a vivirme sacrificaron a los dioses y a los hombres y volví a vivir. Me golpearon y perdí los dientes y volví a vivir.Me asesinaron y me ultrajaron y volví a vivir. Me quitaron a mis hijos y en el llanto volví a la vida. Con tanta fortaleza acumulada, con tantas habilidades y destrezas aprendidas, mujer, si lo intentas, puedes volver el mundo al revés.

Tatiana Lobo Escritora Chilena , nacionalizada costarricense -1939