quinta-feira, 7 de julho de 2011



QUEM AMA TEM QUE CEDER. SERÁ?


Ceder é o pré-requisito número um para quem quer ter relações afetivas saudáveis, não é mesmo? Para quem apenas deseja viver em harmonia com aqueles que ama, certo? Errado. Explico o porquê.

Desde a mais tenra infância, somos levados a acreditar que só seremos amados e reconhecidos se nos comportarmos da forma esperada, adequada. Nossos pais, quando repreendem determinados comportamentos e apreciam outros, vão construindo em nós uma crença muito perigosa e nociva: a de que seremos abandonados e rejeitados se não os agradarmos. Assim, somos ensinados a agir da maneira que eles esperam e, em troca, ganhamos amor e proteção.

À medida que vamos crescendo, estendemos esse padrão a todas as nossas relações. Nós aceitamos reprimir nossa essência, nossa energia vital para corresponder às expectativas da sociedade (família, professores etc). É o que chamamos de concessão.

Somos os reis e rainhas da concessão. Atire a primeira pedra quem não foi,só para agradar, àquela festa tediosa da família do marido/mulher/namorado/namorada, visitou um parente por obrigação, ouviu aquele amigo/a pela enésima vez sobre suas lamúrias amorosas, acompanhou o cônjuge em um show de uma banda que você detesta, só para citar alguns exemplos.

Temos a ideia equivocada que nos comportamos assim porque somos bonzinhos, gentis e educados. O que custa, afinal de contas, fazer uma visitinha ou ir ao um show que detestamos? Custa. E muito! Não nos damos conta que por trás de tanta bondade está nossa necessidade de aprovação e aceitação. O outro, a quem dirigimos nossa concessão, não tem absolutamente nada a ver com nossa ‘generosidade’.

Na verdade, terminamos abrindo mão do que é essencial e vital para nós com medo de causar desarmonia e desprazer em nossas relações. Assim, passamos a fazer e dizer coisas contra a nossa natureza, minimizando ou negando nossos reais desejos. Esquecemos que a palavra “não” existe em nosso vocabulário e que ela pode e deve ser dita.

O resultado disso tudo, em vez de harmonia, são densentendimentos constantes acompanhados de uma recorrente sensação de frustração e de não apreciação: “eu faço tudo por ele/ela, mas ele/ela não reconhece”, “ele/ela é muito egoísta porque não quer ir comigo à festa”, “não acredito que ele/ela não quer ir comigo à casa da minha mãe, eu sempre faço isso por ele/ela!”.

Quando nos sentimos dessa maneira, é porque as cobranças já se incorporaram ao nosso vocabulário emocional e comportamental, pois quem faz concessão automaticamente cobra. O cobrador é aquele que pede de volta aquilo que deu contra sua vontade. E o pior: a pessoa cobrada nem tem consciência dessa ‘dívida’. Afinal, fomos nós quem aceitamos fazer o que não queríamos, não é verdade?

Concessão nada tem a ver com flexibilidade, que fique bem claro. Podemos fazer pequenas acomodações para vivermos em harmonia com as pessoas, o que está longe de irmos contra a nossa essência. Sair para comer sushi, em vez de pizza que era o que você gostaria, não é concessão quando se aprecia as duas opções.

Portanto, é fundamental que estejamos bastante atentos às concessões. Ceder às exigências de conduta da sociedade só traz prejuízos a nós mesmos e aos que nos rodeiam. Viver em harmonia e com autenticidade tem a ver com assumirmos nossas vontades e necessidades. E isso não implica na mudança do outro, mas na coragem de assumir o que verdadeiramente somos, pensamos e queremos!



André Lima

segunda-feira, 4 de julho de 2011



WORKSHOP

“A Meditação e a Mulher”


Dia 23 de Julho de 2011 das 15h00 às 18h00


A mente foi-nos dada para a usarmos na nossa auto-expansão. Mas nós não a canalizamos nem controlamos. Ela corre selvagem em velhos padrões de pensamentos e hábitos. Se a tua mente não está disponível para ti quando tu precisas, ela é inútil. A função da mente não é apenas para vomitar pensamentos aleatórios! Podemos usá-la para nos auto observar, não apenas para fantasiar.
Neste Encontro:

A. Falaremos do propósito da meditação.
B. Da necessidade de meditar.
C. E tomaremos consciência de como uma mente meditativa na Mulher a impede de cair na armadilha das suas próprias emoções.

Faremos uma Série de exercícios que são um excelente treino para a mente, e também melhoram a má digestão enquanto redireccionam a energia sexual excessiva. Em poucos minutos a mente pode equilibrar-se. Esta é uma das maravilhas do Kundalini Yoga. Em vez de tentarmos controlar um pensamento com outro pensamento, esta Série usa a respiração e exercícios para automaticamente devolver à mente um estado de maior tranquilidade. Isto economiza anos de tempo e meditação. O corpo é a nossa identidade finita.


Através de exercícios, mantras e mudras, iremos desafiar-nos, revitalizar-nos e elevar-nos, seguindo sempre os Ensinamentos de Kundalini Yoga, segundo
Yogi Bhajan.
BENEFÍCIOS DA MEDITAÇÃO: ACALMA, DESENVOLVE A INTUIÇÃO E CONVIDA-NOS A ESTAR PRESENTES.

Levar roupa confortável, mantinha e 1 bloco de notas
Preço 40.00€

quinta-feira, 30 de junho de 2011

sábado, 18 de junho de 2011





O que é Maya? Um conto hindu.
(um grande sábio) disse a Krishna: “Senhor, mostre-me Maya (Ilusão Cósmica)”.



Alguns dias se passaram e Krishna convidou Narada para um passeio pelo deserto e, depois de andarem algumas milhas, Krishna disse: “Narada, estou com sede; você pode trazer-me um pouco d’água?”
“Partirei imediatamente, senhor, para buscar sua água.” Assim, Narada partiu.

Não muito longe havia uma aldeia; entrou nela à procura de água e bateu numa porta, que foi aberta por uma linda mocinha. Ao vê-la, ele se esqueceu, imediatamente, que seu Mestre esperava pela água, talvez morrendo de sede.
Esqueceu tudo e começou a conversar com a moça. Decorrido o dia todo, ele não voltou ao seu Mestre. No dia seguinte, lá estava ele de novo a conversar com a mocinha. A conversa transformou-se em amor; ele pediu a garota em casamento e eles se casaram e tiveram filhos. Passaram-se assim doze anos.
Seu sogro faleceu e ele herdou sua propriedade. Vivia, como pensava, uma vida muito feliz com sua esposa e filhos, com seus campos e o gado e assim por diante. Então, houve uma enchente. Certa noite, o rio encheu-se até transbordar e inundar toda a aldeia. As casas caíram, homens e animais foram arrastados e afogados e tudo flutuava na violência da torrente. Narada teve de fugir. Com uma das mãos segurava sua mulher e com a outra dois de seus filhos; outro filho estava em seus ombros e ele tentava atravessar aquela tremenda inundação. Após dar alguns passos, viu que a corrente estava forte demais e a criança que estava em seus ombros caiu e foi carregada pelas águas. Narada soltou um grito de desespero. Ao tentar salvar a criança, largou uma das outras, que também se perdeu. Finalmente, sua mulher, que ele agarrara com toda sua força, foi arrebatada pela torrente e ele foi arremessado às margens, chorando e soluçando com amargas lamentações.
Atrás dele surgiu uma voz delicada: “Meu filho, onde está a água? Você foi procurar um bocado d’água e estou esperando por você. Já faz meia-hora que você partiu.”
“Meia-hora!“, exclamou Narada. Doze anos tinham se passado em sua mente e todas essas cenas aconteceram em meia hora! É isto que é Maya.

domingo, 12 de junho de 2011




Quando queremos avançar para algo é preciso dar o primeiro passo, arriscar e dar-nos a possibilidade de abraçar o desconhecido, em direcção à meta que estabelecemos.

Não basta sonhar ou desejar para concretizar. Se assim fosse já estaríamos todos felizes e realizados. É preciso estar consciente das barreiras interiores que nos impedem de avançar e de atrair a nós as condições favoráveis, as oportunidades e a abertura interior para reconhecer a resposta da Vida.

Um dos mais significativos propósitos que o ser humano pode estabelecer para si mesmo, é o da sua auto descoberta, conhecendo-se, explorando o potencial infinito que vive em si e que espera pelo simples acordar da consciência para se revelar...

Talvez nos devêssemos perguntar se o valor e a capacidade de realização pessoal podem ser ditadas pelos outros, pelos seus medos, inseguranças, perspectivas, memórias e mágoas, pela histórias das sua vidas, pelo hipnotismo social que domina as suas mentes...

As novas respostas estão fora do campo de consciência que criou os problemas para os quais procuramos a saída. Como encontrá-las se não ousarmos conquistar o nosso poder pessoal, confiando nesse imenso potencial, em espera, que nos incita, cada vez mais, a dar esse passo, rumo ao verdadeiramente novo!

O esforço, o sacrifício e a luta não são os meios mais nobres para atingirmos metas e desfrutar da vida. A essência da Vida é a paz, a alegria, o bem-estar, a harmonia. Somos aqueles a quem a vida serve e não aqueles que servem a vida. Somos seres capazes e criadores por excelência e todo o Universo se rende à nossa majestade, quando nos tornamos sábios o suficiente para abraçar com Amor e sabedoria, a própria Vida, no seu Todo.

quarta-feira, 1 de junho de 2011